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Imprensa distorce fala do Papa sobre Educação Sexual

Imprensa distorce fala do Papa sobre Educação Sexual

REUTERS/Max Rossi

“Precisamos oferecer uma educação sexual objetiva, como é, sem colonização ideológica.” – Papa Francisco, 28 de janeiro de 2019, Panamá.

Uma quantidade enorme de pessoas deve ter se assustado com as manchetes dos jornais desta semana: “Papa Francisco diz apoiar que educação sexual seja ensinada nas escolas”.

De fato, o Sumo Pontífice falou sobre o assunto, e chegou a dizer, de fato, que era a favor da educação sexual para crianças.

No entanto, a extensão completa de suas palavras mostra que ele tem uma ideia completamente diferente, aliás oposta àquela dos inimigos da Igreja, sejam os inimigos declarados ou falsos fiéis, que se regozijam a cada “novidade” do Papa Francisco, que na maioria das vezes não passa de pura falta de caráter dos jornalistas.


Essa foi a fala completa do Papa:


“Creio que nas escolas é preciso dar educação sexual. Sexo é um dom de Deus não é um monstro. É o dom de Deus para amar e se alguém o usa para ganhar dinheiro ou explorar o outro, é um problema diferente. Precisamos oferecer uma educação sexual objetiva, como é, sem colonização ideológica. Porque se nas escolas se dá uma educação sexual embebida de colonizações ideológicas, destrói a pessoa. O sexo como dom de Deus deve ser educado, não rigidamente. Educado, de “educere”, para fazer emergir o melhor da pessoa e acompanhá-la no caminho. O problema está nos responsáveis ​​pela educação, seja a nível nacional, seja local, como também em cada unidade escolar: quem são os professores para isso, que livros de textos usar… Eu vi de todos os tipos, há coisas que amadurecem e outras que causam danos. Digo isso sem entrar nos problemas políticos do Panamá: precisamos dar educação sexual para as crianças. O ideal é que comecem em casa, com os pais. Nem sempre é possível por causa de muitas situações familiares, ou porque não sabem como fazê-lo. A escola compensa isso e deve fazê-lo, caso contrário, resta um vazio que é preenchido por qualquer ideologia.”

Bruno Menezes
Bruno Menezes

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