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Cardeal Müller contra bispos alemães: “Estão se convertendo para o mundo, e não para Deus.”

Cardeal Müller contra bispos alemães: “Estão se convertendo para o mundo, e não para Deus.”

O ex-prefeito da Congregação pela Doutrina da Fé fez uma dura censura à hierarquia alemã.

Em uma publicação exclusiva do Catholic World Report , o Cardeal Gerhard Müller censurou seus irmãos bispos por sua perda da fé sobrenatural, seu mundanismo e seu impulso implacável para descatolicizar a Igreja.

Fonte: ChurchMilitant.com

28 de junho de 2018

Autor: Stephen Wynne

Tradução: Bruno Menezes

 

“Um grupo de bispos alemães, com seu presidente na liderança, veem a si mesmos como lançadores de tendências para Igreja Católica na marcha para a modernidade”, Müller disse, apontando para o chefe da Conferência Alemã dos Bispos, Cardeal Reinhard Marx e seus aliados.

“Eles consideram a secularização e a descristianização da Europa como um desenvolvimento irreversível. Por essa razão a Nova Evangelização — o programa de João Paulo II e Bento XVI — é, na visão deles, uma batalha contra o curso objetivo da história”, ele observou.

“Eles estão buscando para a Igreja um nicho em que ela possa sobreviver em paz”, Müller continuou. “Portanto todas as doutrinas da fé que estão opostas ao ‘mainstream’, o consenso societal, devem ser reformadas.”

“Uma consequência disso é a demanda pela Santa Comunhão mesmo para pessoas sem a fé católica e também para aqueles católicos que não estão em estado de graça santificante”, o cardeal observou.

Mas, ele acrescentou, “Nenhum bispo tem a autoridade de administrar a Santa Comunhão para cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.”

Indo mais a fundo, Müller detalhou os objetivos específicos da agenda dos bispos: “[Uma] benção para casais homossexuais, intercomunhão com protestantes, relativizar a indissolubilidade do casamento sacramental, a introdução dos viri probati e com isso a abolição do celibato sacerdotal, aprovação das relações antes e fora do casamento.”

“Esses são os objetivos deles”, ele alertou, “e para alcançá-los eles estão dispostos mesmo a dividir a conferência dos bispos.”

Cardeal Reinhard Marx.

Enquanto isso, “O fiel que leva a doutrina católica a sério é estigmatizado como conservador e empurrado para fora da Igreja, e exposto à campanha de difamação da mídia esquerdista e anticatólica.” Esses, o cardeal lamenta, “se sentem abandonados e traídos por seus pastores.”

A avaliação notavelmente franca de Müller coincide com uma notícia publicada no website oficial da Igreja Alemã, observando as afirmações mais recentes do Papa Francisco sobre a intercomunhão.  Enquanto retornava de um encontro do Concílio Mundial das Igrejas em Genebra na última semana, o Papa disse aos repórteres que depende de cada bispo individual decidir sobre a questão da permissão dos protestantes receberem a Eucaristia — nada fez para resolver o impasse.

A notícia diz que líderes de ambos os lados da questão acreditam que o longo debate está machucando a Igreja, citando especialmente o Cardeal Müller — um defensor da Eucaristia e da ortodoxia eclesiástica — assim como o ex-chefe do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, um proponente chave da intercomunhão protestante.

Mas Müller parecia sugerir que alguns prelados alemães podem estar derramando lágrimas de crocodilo para camuflar uma manobra política:

Para muitos bispos, a verdade da revelação e da profissão de fé católica é só mais uma variável na política de poder intra-eclesial.  Alguns deles citam acordos individuais com o Papa Francisco, e pensam que suas declarações em entrevistas com jornalistas e figuras políticas que nem de longe são católicos justificam mesmo a “diluição” de verdades definidas e infalíveis da Fé.

Muitos bispos, ele alertou, “justificam sua infidelidade à fé católica com supostas preocupações pastorais ou com explicações teológicas, que, no entanto, contradizem os princípios da fé católica.”

“Em suma, nós estamos lidando com um processo flagrante de protestantização”, disse o cardeal.

Müller assinalou a insensatez dessa abordagem.

“O mundanismo do episcopado e do clero no século XVI foi a causa da divisão da Cristandade, o que é diametralmente oposta à vontade de Cristo, o fundador da Igreja una, santa, católica e apostólica”, ele disse.

“A doença daquela época é agora supostamente o remédio com o qual a divisão será superada”, Müller acrescentou.

O cardeal então acusou os bispos alemães de fazerem um ídolo de estima pública.

“Ser popular com a opinião pública é, hoje em dia, o critério para um padre ou bispo supostamente bom”, ele lamentou. “Estamos experimentando uma conversão para mundo, ao invés de para Deus”.

“Hoje, para muitas pessoas, ser aceito pela mídia é mais importante do que a verdade”, Müller continuou. Mas, ele disse, os bispos são chamados a sofrer pela verdade.

“Pedro e Paulo sofreram o martírio por Cristo em Roma, o centro de poder naquele tempo”, ele refletiu. “Eles não foram celebrados pelos líderes desse mundo como heróis, mas, pelo contrário, foram ridicularizados como Cristo na cruz.” Nós não podemos jamais esquecer a dimensão martirológica do ministério Petrino e do ofício episcopal.”

“Nós precisamos de cristãos com espírito missionário”, Müller declarou. “Nós precisamos de padres e bispos que estejam cheios do zelo pela casa de Deus, que se dediquem inteiramente à salvação dos seres humanos na peregrinação da fé para a nosso lar eterno. Não existe qualquer futuro para o ‘cristianismo light’”.

Bruno Menezes
Bruno Menezes

Uma ideia sobre “Cardeal Müller contra bispos alemães: “Estão se convertendo para o mundo, e não para Deus.”

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DIVINO APARECIDO SOUTO DE PAULAPublicado em  10:09 pm - set 30, 2018

“Não existe qualquer futuro para o ‘cristianismo light’ ” …….termino meu domingo refletindo sobre essa frase impactante, profunda….plenamente verdadeira……

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